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Alergia ou intolerância alimentar?

Apesar dessas palavras serem tão utilizadas no nosso dia a dia, ainda há muita confusão na diferenciação dos quadros apresentados pelas pessoas. Na verdade são muito diferentes o pouco que têm em comum, é que ambas começam pelo nosso segundo cérebro: o intestino. Responsável pela absorção de nutrientes e produção de serotonina, sua incapacidade de funcionar bem gera mais problemas do que se pode imaginar.

No caso da intolerância alimentar, ela se dá devido à falta de determinada enzima no organismo para metabolizar algum tipo de açúcar, como no caso da intolerância à lactose (açúcar do leite) pela deficiência da enzima lactase, gerando gases, flatulência, distensão abdominal e cólicas, podendo ser leve, moderada ou grave, aparecendo geralmente em adultos aquela sensação de come-se pouco mas parece que ingeriu-se um prato de feijoada…

A alergia geralmente começa na infância e é muito mais intensa e também mais grave, podendo levar a edema de glote e até a morte. A clínica de sintomas é maior apresentando vermelhidão, inchaço em boça e falta de ar, além de ser desencadeada por proteínas, tais como camarão, por exemplo. Existe uma reação de todo o sistema imune sendo bem diferente das intolerâncias que se restringem à parte gástrica. Na alergia o alimento deve ser retirado do cardápio e não deve ser ingerido sob forma alguma.

Há alguns casos de pessoas adultas que depois de certa idade apresentaram alergia a determinado alimento, porém muitas vezes é ao tipo de conservante ou corante que, nos dias atuais, vem sendo acrescido nos alimentos, como é o caso do bissulfito.

A forma mais eficiente de diagnóstico ainda é o clínico, somando os sintomas do paciente, principalmente as queixas após ingestão de determinado alimento, podendo ser confirmado em vários testes laboratoriais inclusive de DNA.

No caso de pessoas que desenvolveram alergia ao glúten pela não absorção da glicina, proteína do glúten, é importante lembrar que  existem diversos alimentos que o possuem naturalmente, como trigo, centeio, cevada e outros derivados ou que sejam acrescidos de glúten, tais como paēs, biscoitos, massas, embutidos, cerveja etc. Vale lembrar  que a aveia contém avelina, que é diferente do glúten, e só terá gliadina por contaminação cruzada, ou seja, durante a fabricação pode ser manuseada pela mesma máquina que foi utilizada na fabricação do trigo, por exemplo.

Um paciente que tem problemas com a digestão do glúten pode sim consumir aveia, porém se for um paciente celíaco, o qual não pode ter contato algum com o glúten, é melhor garantir que a aveia seja glúten free tendo a certeza que não haverá nenhum tipo de contato com nenhum produto ou subproduto que o contenha.

As novas reeducações alimentares que retiram o glúten para os pacientes que desejam emagrecer, mesmo sem ter nenhum tipo de problema com a sua digestão, terminam por beneficiá-los por consumirem menos alimentos ricos em carboidratos, com a diminuição de produtos industrializados e o aumento na ingestão de produtos vindos da natureza e não possuem glúten, além de ser alimentos que proverão maior energia vital, vitaminas e nutrientes, a exemplo de raízes, arroz integral, legumes, frutas, hortaliças, feijões, grãos, peixes, mariscos, frango, ovos, entre outros. Ou seja, nada melhor do que comer orgânicos, colorir o prato, nutrir o organismo como alimentos saudáveis, equilibrar a balança, comer com prazer e escolher o que faz bem para você!

 

Por: Dra. Sandra Gordilho – Médica

Clínica Elemethare – elementhare.com.br